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Power Flex - Até você
pode fazer!

Construir um
barco é fácil. Entretanto existe uma série
de pequenos obstáculos que devem ser ultrapassados antes
de você bater o primeiro prego. Talvez o principal problema
que o construtor iniciante, ou mesmo profissional, enfrenta quando
começa a construir um modelo novo é o tempo excessivo
de construção. Ninguém gosta de encomendar
um barco a alguém e ficar aguardando anos e anos pelo término
dele. Para se construir qualquer coisa hoje em dia existe uma infinidade
de soluções técnicas e materiais disponíveis,
mas a combinação deles não necessariamente
vai produzir um barco de qualidade a um custo competitivo.

O método Power Flex
é baseado justamente nisto. Velocidade
e simplicidade de construção..! Este método
entretanto tem uma restrição: Ele deve ser usado para
cascos que tenham apenas curvatura em um sentido, mas de qualquer
forma, ele pode produzir peças de interiores e mobiliário
com excelente qualidade e baixíssimo peso. E o mais importante
é que ele pode ser usado sem qualquer tipo de equipamento
sofisticado.

O processo Power Flex utiliza placas planas ou com pequena curvatura
pré-fabricadas, que podem ser construídas por laminação
manual, vácuo e até mesmo por infusão. As placas
devem ser laminadas sobre uma mesa, colocando inicialmente o número
de camadas de fibra de vidro recomendadas para o lado externo do
barco, logo em seguida se posiciona a espuma de PVC com cortes específicos
para este tipo de colagem, e finalmente a camada interna do laminado.
Tanto as quantidades, gramatura e direção das fibras
podem ser modificadas para proporcionar melhor resistência
e reduzir o peso. Painéis para barcos na faixa de 40 pés
podem pesar menos que 6 kg/m2. O processo também pode ser
utilizado com painéis laminados com madeira ou alumínio
em uma das faces. A resina de laminação pode ser poliéster,
estervinílica ou epoxy, mas todas elas deve ser de baixa
contração, boa resistência contra hidrólise
e a temperatura.

Depois de laminadas placas no comprimento necessário, o
construtor deve colocá-las sobre um modelo simples de madeira
com a forma do casco ou do convés. Elas são então
pré-cortadas do tamanho apropriado e alinhadas para posterior
colagem. Após a sua fixação pelo lado externo
o barco deve ser acabado com massa e lixa, e na parte interna os
próprios painéis Power Flex devem ser utilizados para
a confecção das longarinas, transversais e anteparas.
Depois do construtor ter estas peças ajustadas e ele deve
laminá-las de encontro à estrutura do casco usando
o processo de laminação manual. O procedimento para
a construção do convés é o mesmo, devendo
o construtor não deixar de inserir espumas de alta densidade
nos locais onde serão fixadas ferragens, guarda mancebos
e outras peças que produzam alta compressão sobre
os painéis.

As colagens
entre os painéis devem ser sempre executadas com tecidos
direcionais para permitir melhor acomodação das juntas
em superfícies com muita curvatura. No caso de barcos maiores,
os painéis podem ter rebaixos para reduzir o trabalho de
colagem e acabamento externo devido a espessura da união
das placas.

Este método
tem sido usado há algum tempo por vários construtores
em muitos países e atualmente existem barcos na faixa de
60 a 100 pés que utilizam extensamente esta técnica.
Embora o processo tenha sido desenvolvido para barcos menores, como
é o caso do Dingue Andorinha, construído ao vivo durante
o Boat Show de São Paulo de 2007, muitos construtores têm
adaptado o método para vários tipos de embarcações,
o que indiscutivelmente serve como aprovação de uma
tecnologia muito simples e eficaz para a construção
de barcos de todos os tamanhos.

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