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Aplicação de Vácuo - Airtech Products
O texto abaixo foi
extraído do livro "Manual de Construção de Barcos"

O maior avanço
na fabricação de barcos de regata one-off de alta performance
e baixo peso foi sem dúvida alcançado com o uso de pressão
durante o período de cura do laminado. Este procedimento permite
o aumento do teor de vidro pela melhor compactação das fibras,
reduzindo a quantidade de espaços vazios dentro do laminado e aumentando
as propriedades de cisalhamento interlaminar, particularmente na adesão
da camada mais próxima ao núcleo em construção
tipo sandwich. A pressão pode ser aplicada tanto pelo uso de um
autoclave, moldes de encaixe macho e fêmea, ou bolsa de vácuo,
sendo a última a mais simples e mais utilizada na construção
de barcos.
A elevação da pressão na compactação
do laminado tem a função de remover todos os espaços
vazios e também retirar o excesso de resina, enquanto a temperatura
encurta o tempo de gel e o período de endurecimento. Uma vez que
a resina tenha endurecido, a temperatura é aumentada novamente
para fazer a pós-cura e em seguida resfriada rapidamente. Enquanto
este método fornece melhores propriedades mecânicas ao laminado
e diminui o tempo de laminação, ele também demanda
uma grande utilização de materiais descartáveis e
investimento inicial, só se justificando onde são usados
tipos de fibras mais sofisticadas. A laminação das peças
pode ser feita através de laminação manual ou pela
deposição de prepregs. Este último, entretanto, é
o mais utilizado e certamente mais apropriado para o trabalho.

O modo mais simples
de aplicar a pressão a um laminado e o mais comum em projetos de
construção de barcos é o uso da bolsa de vácuo,
técnica que pode ser usada tanto pelo amador quanto pelo profissional.
O princípio da técnica é simples: consiste apenas
de uma bolsa de vácuo sobre o molde de onde o ar é retirado
por uma bomba de vácuo. A diferença de pressão criará
uma pressão externa ao longo do laminado sobre o molde. Uma bolsa
de vácuo pode ser também usada em laminados sólidos
para reduzir o teor de espaços vazios e aumentar o de fibras. Entretanto
a técnica é mais utilizada em laminados sandwich, onde o
objetivo principal é aumentar a adesão do núcleo
e evitar a necessidade da colagem através de mantas de fibra de
vidro.
Uma bolsa de vácuo
pode ser feita de filme plástico transparente, rígido ou
levemente elástico, e deve ter de 0,2 a 0,4 mm. Existem materiais
plásticos específicos extremamente finos e resistentes ao
ataque da resina que se amoldam facilmente sobre todo o contorno da peça.
Muitos destes plásticos de polietileno tem resistência acima
de 140 graus C, temperatura que é bem possível de se atingir
durante a cura da resina. Plásticos de uso geral tendem a Ter muita
porosidade (microporosidade) e baixa resistência a temperatura o
que causa a deformação da bolsa e perda de vácuo
constante durante o processo.
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